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  • 2 de maio de 2024

Pesquisa investiga comprometimento cognitivo em paciente diabéticos

Trabalho é desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa em Neurociência da Aprendizagem e Memória

O Grupo de Pesquisa em Neurociência da Aprendizagem e Memória, coordenado pela professora Dra. Amanda Nunes Santiago Hubner, do Centro Universitário Integrado, está investigando o comprometimento cognitivo de pacientes diabéticos atendidos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Campo Mourão. A pesquisa envolve profissionais da saúde das UBSs do Jardim Paulista, Lar Paraná e Cidade Nova, onde os acadêmicos do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado, participantes do projeto, realizam semanalmente a Interação Ensino, Serviços e Comunidade (IESC).

O Diabetes é uma doença crônica na qual o corpo não produz insulina ou não consegue empregar adequadamente a insulina que produz, o que leva à inúmeras complicações, entre elas danos neurológicos. O excesso de açúcar no sangue, decorrente do Diabetes, pode comprometer os vasos sanguíneos, incluindo aqueles localizados na região encefálica, resultando na diminuição da circulação sanguínea e morte neuronal. Sob esse panorama, a perda da função cerebral está diretamente relacionada com o comprometimento cognitivo, assim os pesquisadores avaliam, na prática, o vínculo entre diabetes e neurodegeneração.

Participam da pesquisa, pacientes com mais de 40 anos de idade divididos em dois grupos: diabéticos e não diabéticos para serem o grupo controle. A identificação é feita através de uma ficha de perguntas para coletar informações como tempo do diagnóstico da doença, medicações em uso e outras doenças associadas.

Para execução da análise cognitiva, utiliza-se como base alguns testes, sendo eles: (1) Mini Exame do Estado Mental (MEEM), (2) Teste do relógio e (3) Trail Making Test. Essas metodologias são capazes de avaliar a cognição do paciente por meio de perguntas e desenhos cuja pontuação obtida pode destacar indício ou não de comprometimento cognitivo.

Por fim, alguns exames laboratoriais são solicitados de modo a realizar uma relação entre os resultados clínicos e laboratoriais.

Ao detectarem déficit cognitivo, os pesquisadores notificam imediatamente as UBSs para inicio do tratamento e prevenção da evolução dos sintomas, uma vez que o diagnóstico precoce aumenta a qualidade de vida do paciente e favorece a terapia farmacológica.

Segundo a professora Dra. Francielle Baptista, supervisora do departamento de Pesquisa e Iniciação Científica, setor vinculado ao Núcleo de Empreendedorismo, Pesquisa e Extensão (NEPE) do Centro Universitário Integrado, a pesquisa desenvolvida pelo Grupo de Pesquisa em Neurociência da Aprendizagem e Memória está alinhada ao planejamento estratégico da instituição, por beneficiar a comunidade e gerar novos conhecimentos para melhor compreensão do processo fisiopatológico de uma doença tão prevalente, como o Diabetes.

A pesquisa foi contemplada com bolsa de Iniciação Científica pela Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná, por meio do NEPE do Centro Universitário Integrado. Além disso, o Grupo de Pesquisa está cadastrado no Diretório de Grupos de Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para incentivo à pesquisa no Brasil.

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