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Acadêmicos de Engenharia constroem casas sustentáveis para cães

Uma banca composta por professores avaliou os trabalhos e os destaques foram premiados.

Centro Universitário Integrado

publicado em 03/11/2017 11h25

Com muita criatividade e mãos à obra, os acadêmicos das turmas de 6º período de Engenharia Civil, do Centro Universitário Integrado, construíram 11 residências sustentáveis para cachorros. A atividade faz parte da disciplina de técnicas das construções e o resultado foi apresentado na noite de quarta-feira (1º), no auditório do câmpus. Uma banca composta por professores avaliou os trabalhos e os destaques foram premiados.

Intitulado de 1º Campeonato de Residências Sustentáveis, o desafio proposto aos 70 estudantes era de construir casas para cães utilizando-se de materiais reciclados, adotando o método de ventilação cruzada e “telhado verde”, que busca amenizar a sensação térmica por parte dos animais em dias mais quentes. Além disso, o acabamento e sistema de armazenamento de alimentos também foram alguns dos quesitos avaliados pela banca. Cada moradia deveria possuir o tamanho padrão estipulado, sendo de 1 metro e 20 centímetros de profundidade por 80 centímetros de largura, com altura livre. Para a fabricação, os custos variaram de R$ 50 a R$ 400. Algumas casas foram feitas somente de material doado.

De acordo com a professora responsável pelo projeto, Emanuely Velozo Aragão, o objetivo do Campeonato é fazer com que os acadêmicos coloquem em prática as técnicas de construções envolvendo material sustentável. “O resultado me surpreendeu. Todas as casas ficaram excelentes. Os estudantes se empenharam muito e o que mais me chamou a atenção foi a dedicação de cada um. Conseguimos ver que eles ficam mais motivados quando têm atividades práticas, conseguindo expor a ideia que aprendem em sala. Posteriormente, as casinhas serão doadas à comunidade”, explica Emanuely.

 A equipe do acadêmico Wilson Leite de Oliveira foi a grande campeã do 1º Campeonato de Residências Sustentáveis. Ele conta que deu muito trabalho deixar a casinha pronta, pois o grupo se preocupou muito com detalhes que fizeram a diferença. “Começamos determinando os materiais que iríamos utilizar, fizemos um projeto e elaboramos a casinha. A parte mais trabalhosa foi a edificação do telhado, pois o impermeabilizamos com garrafas PET, que foram grampeadas uma por uma. Com esse trabalho, podemos entender mais sobre o sistema de impermeabilização, concepção de projetos e montagem. Foi um trabalho bem participativo”, detalha o estudante.