CONCCEPAR 2009

Marcador ANAIS DO III CONCCEPAR



OS PONTOS FORTES E PONTOS FRACOS DO COOPERATIVISMO


INTRODUÇÃO

Todas as instituições denominadas cooperativas possuem pontos comuns. São sociedades de pessoas, de pequenos produtores ou consumidores, que se associam livremente para realizar certos objetivos comuns, por meio de trocas recíprocas de serviços, valendo-se de uma empresa econômica coletiva, que funciona como os bens de todos, e riscos comuns. Para o SEBRAE (2008), cooperativa é uma associação autônoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades econômicas, sociais e culturais comuns, por meio de um empreendimento de propriedade coletiva e democraticamente gerido. A Cooperativa é então, um meio para que um determinado grupo de indivíduos atinja objetivos específicos, através de um acordo voluntário para cooperação recíproca. Segundo Juvêncio et al. (2004), movimento cooperativista amolda-se às classes sociais, às concepções políticas, às categorias econômicas, à nação a qual está inserida, às crenças religiosas e às próprias concepções relativas ao sistema cooperativo. São sociedades baseadas na paz e não na luta, na solidariedade e não na competição, na colaboração com o trabalho e não no domínio dos lucros. O cooperativismo tem suas especificidades, suas qualidades, ou seja, seus pontos fortes, mas também, como em qualquer outro empreendimento, é uma instituição que também apresenta alguns problemas (RIOS, 1989). É com esse intuito que o estudo aborda os pontos fortes e pontos fracos do cooperativismo.


MATERIAL E METODOLOGIA

Para a realização desse resumo foi indispensável a revisão literária, o levantamento sistematizado de livros, revistas de cooperativas da região como COAMO Agroindustrial Cooperativa, COCAMAR Cooperativa Agroindustrial, COOPERMIBRA – A Cooperativa Mista Agropecuária do Brasil, anais do XI Congresso brasileiro de cooperativismo, bem como materiais de apoio usado no curso de Pós-graduação em Gestão em Agronegócio do Centro Universitário de Maringá - CESUMAR, visando fundamentá-lo teoricamente para uma maior compreensão sobre o tema. Caracteriza-se pesquisa metodológica porque buscou na teoria, os recursos que explicam o objetivo do estudo, com o intuito de saber quais são os pontos fortes e os pontos fracos do cooperativismo, sendo que esse assunto é atual, mas pouco estudado e debatido.


RESULTADOS E DISCUSSÃO

A fórmula cooperativista é acionada em experiências sociais, relacionada a grupos sociais muito diversificados. É enfatizado por suas características organizacionais e pode ser um mecanismo de promoção social e econômica, por meio de políticas de desenvolvimento. Os principais pontos fortes do sistema de cooperativismo são: novos postos de trabalho, melhoria da renda dos associados, o trabalhador não é subordinado, estrutura organizacional horizontal, há um prestígio de democracia, o associado pode se tornar empresário e ter seu negócio próprio, respeita os esforços da cada pessoa, adesão voluntária cooperativa, divisão dos resultados do trabalho entre cooperado, trabalho sobrepõe-se como elemento principal em relação ao capital. Os principais pontos fracos do sistema de cooperativismo são: baixa participação no mercado, defasagem tecnológica das cooperativas, insuficiência de informações gerenciais, fraca padronização operacional, falta de treinamento profissional, capacidades ociosas, investimentos mal feitos, processos de tomada de decisão lentos, capacidade gerencial limitada, marketing insuficiente em termos de conhecimento, prática e investimentos, problemas de logística e de sistemas de distribuição, linha de produtos muito rasa, evasão de associados e cooperados, caráter paternalista das relações entre cooperativa e cooperados, estruturas organizacionais inadequadas, falta de conhecimento e prática da administração estratégica.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Com o presente estudo foi possível um maior esclarecimento sobre o cooperativismo, suas vantagens e desvantagens, ou seja, seus pontos fortes e seus pontos fracos. O convencimento de que é chegada a hora de mudar, e a forma destas mudanças é que se constitui, hoje, na maior dificuldade a nível diretivo das organizações cooperativistas. Ainda se trabalha demasiadamente voltado à realidade de curto prazo, sem levar em conta que o ambiente, hoje, é outro. Conclui-se que ao longo do tempo as cooperativas já estão tomando providências para sua inserção na modernidade, no entanto, outras ainda estão um pouco afastadas desta realidade, devendo-se temer até por sua sobrevivência.


ÁREA DO CONHECIMENTO

Ciências Sociais Aplicadas


PALAVRAS CHAVE

Cooperativismo; Desenvolvimento; Organizações.


ELIZANDRO DOS SANTOS MACIEL, RUBYA VIEIRA DE MELLO CAMPOS, CRISTILENE SCHEBELESKI SOARES, MIRIA MENDES DE CAMPOS, VANESSA DOS SANTOS


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